Fronteiras flexíveis
Publicado originalmente aqui: http://www.trezentos.blog.br/?p=228

Foto da direita: “Gentrificado”, intervenção do coletivo Bijari em 2008 - www.bijari.com.br
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“Alguma coisa está acontecendo”…”você, sem fronteiras”!
Diferentes usos de uma imagem, idéias que transitam entre diferentes práticas e destinos.
Estariam os limites se diluindo? Onde começa e onde termina o trabalho e o não-trabalho?
O que de fato não tem mais fronteiras? A liberdade de movimento,
comunicação, conhecimento, produção, consumo, trabalho, o corpo…quais
são suas novas fronteiras?
Fronteiras fluidas em que o conflito político dá-se justamente em torno das definições transitórias da linha que fixa as formas de exclusão, participação, integração e captura. Trata-se de uma disputa pela gestão dessas fronteiras, onde novas formas de geração de valor e de apropriação, em que mesmo as idéias correm o risco de serem cercadas pela expansão dos regimes de propriedade intelectual.
Enquanto o capital e as marcas globais seguem livres em sua circulação planetária, nas cidades as áreas gentrificadas definem sua população desejada. Relação interessante entre o mercado financeiro e o mercado imobiliário.
“Alguma coisa está acontecendo”…quando as palavras e os meios de expressão utilizados perdem a capacidade de distinção. O quê e como podemos comunicar quando a própria linguagem se integra às tecnologias de expressão?
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Fotos e texto publicados durante o Fórum Social Mundial, Belém, 2008
1 e 2: Fotos Marcha de abertura Forum Social Mundial, Belem, 2009:
Parte 1: http://midiaindependente.org/pt/green/2009/01/439492.shtml
Parte 2: http://midiaindependente.org/pt/green/2009/01/439509.shtml
3: Fotos - Protesto Indigena no Forum Social Mundial Belem:
http://prod.midiaindependente.org/pt/green/2009/02/439893.shtml
4 e 5: Fotos Cotidiano Forum Social Mundial, Belem, 2009:
Parte 1: http://prod.midiaindependente.org/pt/green/2009/01/439679.shtml
Parte 2: http://prod.midiaindependente.org/pt/green/2009/01/439692.shtml
6: Fotos - Outros territorios do Forum Social Mundial, Belem, 2009:
http://prod.midiaindependente.org/pt/green/2009/02/439914.shtml
7: Texto - Controle da Internet no Brasil e PL Azeredo:
http://www.ciranda.net/spip/article2681.html
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Antes da chuva, depois da chuva
Antes da Chuva, próximo à Marginal Tietê, outubro 2008.
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Sem água a vida estia
Represa Guarapiranga - 2008
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Magrela Fever: imagem-ação
Alguns anotações sobre a imagem produzida em mídias digitais e uma possível forma de subjetivação a partir da relação/apropriação ativa desses meios tecnológicos:
O sujeito não se coloca mais à distância da imagem, no face a face dramático da representação. O sujeito torna-se a razão plena do ato da figuração: já não se trata simplesmente de uma imagem, mas de uma imagem vista por algo/alguém que é uma espécie de sujeito-máquina.
Assim, a imagem se torna uma interface, pois já não é da ordem da representação de algo existente, mas um meio para o sujeito intervir na produção do real.
Na medida em que a imagem se torna um processo e, como tal, entrou em ligação estreita com a atividade do corpo, ela já não pode estar restrita ao nível da aparência de superfície, mas deve se estender ao processo inteiro através do qual a informação pode ser percebida por meio da expêriencia nela corporificada.
FagoCitações: Arlindo Machado (O Sujeito na Tela) citando > Lev Manovich > Mark Hansen
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Educação Visual X Treinamento Cognitivo

Imagem retirada de um filme veiculado na internet com
imagens de ação "real" do BOPE em uma fevela no Rio
ao lado de imagem do game Counter Strike.
A "atenção" pode ser entendida como um estreitamento ou uma focalização da consciência. É uma forma de designar a capacidade relativa, por parte de um sujeito, de isolar seletivamente certos conteúdos de um campo sensorial dos demais, com vistas em manter um mundo produtivo, ordenado e legível como dotado de sentido.
Vemos e ouvimos no interior de uma "moldura", algo como um brainframe, que filtra tudo aquilo que, em função de modelos gnosiológicos, culturais e econômicos vigentes conforma o estatuto da visibilidade e da audibilidade.
O corpo funciona como um filtro. Um centro de indeterminação em um universo descentrado. Mas é através da ação que o corpo extrai as imagens relevantes do fluxo universal de imagens.
FagoCitações: Arlindo Machado (O Sujeito na Tela) citando > Jonathan Crary > Derrick de kerckhove > Mark Hansen > Bergson
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Hackriando

Foto: Trem Nairobi em direção a Kisumo
Alterações realizadas sobre o código-fonte da imagem.
O hacker cria a possibilidade de novas coisas entrarem no mundo;
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Estar na fronteira: como não representar através da imagem-som?
Represa Billings -Zona Sul - São Paulo
Refletindo sobre a relação imagem-som no trabalho de Godard:
"Uma imagem se faz representar por um som, como um operário por seu sindicalista. Um som toma o poder sobre uma série de imagens. Então, como chegar a falar sem dar ordens, sem pretender representar algo ou alguém, como conseguir fazer falar aqueles que não têm esse direito, e devolver aos sons seu valor de luta contra o poder? Sem dúvida é isso, estar na própria língua como um estrangeiro, traçar para a linguagem uma espécie de linha de fuga". (Deleuze, Conversações, p.56).
“O E não é nem um nem o outro, é sempre entre os dois, é a fronteira, sempre há uma fronteira, uma linha de fuga ou de fluxo, mas que não se vê, porque ela é o menos perceptível”. Assim, o objetivo de Godard é “ver as fronteiras; isto é, fazer ver o imperceptível”; em outras palavras, “toda uma micropolítica das fronteiras contra a macropolítica dos grandes conjuntos”. (Deleuze, Conversações, p.60).
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Comunicação Ilimitada - múltiplo e unidade
Foto: Exposição 60 anos da Agência Magnum. Reflexos na galeria sobre imagens de Steve McCurry.
Um desafio político-estético: quais as expressões visíveis das formas políticas emergentes?
Estaríamos diante de novas possibilidades de constituição de um
"commons", fundado sob outros princípios capazes de reconfigurar a
partilha sensível do mundo? Quais as suas imagens?
Deparei-me com o seguinte trecho do livro "Homens em Tempos
Sombrios" de Hannah Arendt, ao comentar a biografia de Jaspers. Estou
procurando uma imagem que dialogue com este parágrafo, mas ainda não
sei ao certo como ela seria.
"O laço que une os homens entre
si é, subjectivamente, a “vontade de comunicação
ilimitada” e, objetivamente, o fato da compreensibilidade
universal. A unidade do gênero humano e a sua solidariedade não
podem consistir num acordo universal em torno de uma religião,
ou de uma filosofia, ou de uma forma de governo, mas sim na fé
em que o múltiplo aponta para uma Unidade que a diversidade ao
mesmo tempo oculta e revela.” (p.109).
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Ecos do Cerrado
terra sonora,
iniciativas subterrâneas de expressão
estão ganhando o ar
navegação incerta que enfrenta
um mar colonizado.
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Ascensão
Percorrendo a linha Paissandu-Terminal Cachoeirinha, entre casas, lojas e pequenas fábricas, algo subia em direção às núvens. Não sei o que era, só deu tempo de registrar a escada.
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Observando a cidade
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Ipiranga X São João na Virada Cultural 2008
Por volta da 1:30 na manha, na esquina da Av. Ipiranga com a São João
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Material qualificação doutorado
Coloquei no ar todo o material referente à qualificação do doutorado (que ocorrerá em breve). O texto, as imagens e as reflexões, são todos provisórios e sujeitos a muitas alterações. Críticas e sugestões são muito bem vindas:
Mutações e persistências no labirinto político-estético
Escada no interior do Edifício Prestes Maia, ocupado entre 2002-2006 por movimento de luta pela moradia e que contou, em alguns momentos, com o apoio de diversos coletivos de ativistas e artistas.
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Possíveis versões do ato do Fórum Social Mundial em São Paulo

Outras Histórias: para ampliar as interpretações possíveis sobre o ato também publiquei uma seleção "crítica'" do evento. Ora, não se trata de qual é a "melhor" ou a mais "verdadeira" versão. Trata-se de problematizar os mecanismos de produção de imagens unitárias e homogêneos que negam a multiplicidade das imagens mentais, das interpretações possíveis e das tensões políticas subjacentes aos processos sociais e às máquinas comunicativas de produção de "verdades":
http://www.midiaindependente.org/pt/green/2008/01/410607.shtml
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Geografias II : formas do humano e da natureza

Monocultura de eucalipto na Serra do Mar, região de São Luís do Paraitinga
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Geografias: formas do humano e da natureza
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Foto-síntese

jibóias e bromélias
trepadeiras
gostam do sol e do frescor da noite
eu
foto-síntese.
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RGB 1/2 Lab = Analógico + Digital
Esta fotografia foi realizada durante uma experiência interativo-imersiva em ambiente criativo de alta intensidade realizada pelo Coletivo Coringa e colaboradores no 1/2 Lab. Os efeitos na imagem aconteceram no próprio local. A câmera só capturou um instante do visível.
A plataforma colaborativa criada pelas paredes brancas e o chão da sala funcionou como caverna virtual para a interação simultânea de todos os participantes do experimento. Ali, o resultado visual no espaço só foi possível graças à combinação aleatória gerada por diversos elementos orgânicos no (des)controle dos sofisticados aparelhos óticos, expressão renovada dos hibridismos homem-máquina.
Para tanto, além da super-estrutura física das paredes gentilmente oferecidas pelo anfitrião do evento, foram utilizados instrumentos de manipulação de imagem em tempo real tais como: retroprojetores, transparências, pedaços de plástico e também um conjunto de canetas coloridas que escrevem sobre superfícies sintéticas translúcidas. O controle dos equipamentos tecnológicos e o direcionamento da projeção foi realizado por humanos devidamente capacitados e dotados de recursos cognitivos e imaginativos mínimos para a produção de imagens poéticas randômicas.
Fonte: o texto foi gerado pelo ITSoundsGood-Tecnology (programa semântico especializado na produção de textos "críticos").
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Vírus
Acordei com um vírus diferente hoje.
Passei boa parte da semana com um certo mal-estar.
Sim, estamos perdendo?
Acho que é contagioso.
Tenho conversado com algumas pessoas que parecem carregar um vírus semelhante.
A maior parte delas diz que o incômodo é suportável.
Constato, as formas de incubação são muito diversas!
E se as idéias e os desejos forem como um vírus?
Será que pega?
E se a imaginação e um impulso louco de fazer diferente forem contagiantes?
Será que tem cura?
E se a solidariedade e o amor forem transmissíveis?
Seremos colocados em quarentena?
Estou com febre.
Sinto o corpo virando puro contágio.
Delírio.
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Resistência
Qual é esse ato de fala que se ergue no ar enquanto seu
objeto afunda na terra? (Deleuze)

Outdoor produzido para o Simpósio Latino Americano de Cidade e Cultura - USP São Carlos. A criação e realização da ilustração final só foi possível graças à participação da artista Paula Ordonhes.
Partimos de uma das fotografias da exposição e seguimos algumas
limitações gráficas propostas pela organização aos artistas convidados
a ocupar cada outdoor.
http://www.silacc2007.eesc.usp.br
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Mergulho
Açude da Comunidade Quilombola Conceição das Crioulas, Salgueiro - PE.
Um ensaio com outras imagens da comunidade está disponível no link:
http://xama.incubadora.fapesp.br/portal/imagens/fotos2_conceicao_crioulas.pdf/view
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Ocupação do Ar - Interferências
Imagem do ato de lançamento da campanha pela democratização das concessões de radio e TV.
As outras imagens publicadas no Centro de Mídia Independente estão disponíveis no link:
http://www.midiaindependente.org/pt/green/2007/10/397593.shtml
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Reaparições do Leviatã
Esta ilustração do Angeli foi publicada em julho de 2007 na Folha de São Paulo.
Aqui, a corrupção tem a forma de um gigante engravatado, com malas em ambas as mãos. Seu corpo é constituído por uma infinidade de indivíduos, da mesma forma que o Leviatã de Hobbes. Teria Angeli partido daquela imagem ancestral?
Se pensamos no Leviatã de Hobbbes, o gigante engravatado torna-se o próprio Estado. Entretanto, na imagem do Angeli talvez possamos conectar o gigante à própria sociedade brasileira?
No Leviatã, a única parte do corpo que não é constituída pela multiplicidade de corpos é a cabeça, a qual representa a unidade da vontade soberana, capaz de decidir sozinha. Aqui, no monstro do Angeli, mesmo a cabeça do gigante é formada pela multidão, como se a corrupção fosse o todo que funciona em todos.
O Leviatã de Hobbes tem em suas mãos a espada (símbolo do poder político laico) e na outra um cetro (símbolo do poder religioso). Ambos os poderes estão unidos no mesmo ser que representa a fundação do poder soberano. O gigante do Angeli tem ambas as mãos ocupadas por malas executivas, provavelmente cheias de dinheiro. As próprias malas são feitas de indivíduos, como se o poder ou dinheiro que elas carregam fosse feito por/através das pessoas.
No Leviatã, a imagem do soberano surge no fundo do
quadro em grandes proporções, no horizonte do território, tendo à sua
frente e abaixo a cidade devidamente ordenada, formada por zonas de
fortificação militar, muros, residências e igrejas. O gigante de Angeli tem à sua frente também uma cidade imaginada. Alguns traços nos conduzem a pensar em Brasília.
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Proesia e os tempos do mundo
poeta caido nos trilhos
palavra esticada no meio da rua
um bonde de ontem e de hoje
maquinista preocupado
haveria tempo para a poesia?
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Delicadeza
Delicadeza
Às vezes, a terra é mais colorida.
às vezes, nada precisa ser como é,
cuidado sem razão,
num bordado de muitas voltas,
um vestido sem corpo
que aguarda a chuva lhe abraçar.
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Ainda...sobre o tempo do Império e seus bárbaros.
Sobre a flecha do tempo e a produção de bárbaros, copiei abaixo um trecho do livro "À espera dos bárbaros", de J.M. Coetzee, Cia. das Letras.
"O que nos impossibilitou de viver no tempo como peixes na água, pássaros no ar, como crianças? A culpa é do Império! O Império criou o tempo da história. O Império localizou sua exsitência não no tempo recorrente do ciclo das estações, que passa sereno, mas no tempo recortado de ascensão e queda, de começo e fim, de catástrofe. O Império se condena a viver na história e conspira contra a história. Só uma idéia preocupa a mente obtusa do Império: como não terminar, como não morrer, como prolongar a sua era. De dia, persegue seus inimigos. É astuto e impiedoso, manda seus sabijos para toda parte. À noite, se alimenta de imagens de desastre: o saque de cidades, a violção de populações, pirâmides de ossos, hectares de desolação. Uma visão louca, mas uma visão virulenta: eu, pisando no lodo, estou tão contaminado por ela quanto o fiel coronel Joll a perseguir os inimigos do Império pelo deserto sem fim, espada desembainhada para cortar bárbaro após bárbaro até afinal encontrar e executar aquele cujo destino seria (ou, se não o dele, o de seu filho ou neto ainda não nascido) escalar o portão de bronze do Palácio de Verão e derrubar o globo encimado pelo tigre rampante que simboliza domínio eterno enquanto seus camaradas lá embaixo dão vivas e tiros de mosquete para o alto" (p.176-177).
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Sangue e Leite
Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue...não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.
de Carlos Drummond de Andrade)
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Mãos que falam e que agem
Prestes Maia, São Paulo, 20 de fevereiro 2007.
O Medo - poema de Carlos Drummond de Andrade A Antonio Candido "Porque há para todos nós um problema sério... Este problema é o do medo." (Antonio Candido, Plataforma de Uma Geração) Em verdade temos medo. Nascemos escuro. As existências são poucas: Carteiro, ditador, soldado. Nosso destino, incompleto. E fomos educados para o medo. Cheiramos flores de medo. Vestimos panos de medo. De medo, vermelhos rios vadeamos. Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos. Há as árvores, as fábricas, Doenças galopantes, fomes. Refugiamo-nos no amor, este célebre sentimento, e o amor faltou: chovia, ventava, fazia frio em São Paulo. Fazia frio em São Paulo... Nevava. O medo, com sua capa, nos dissimula e nos berça. Fiquei com medo de ti, meu companheiro moreno, De nós, de vós: e de tudo. Estou com medo da honra. Assim nos criam burgueses, Nosso caminho: traçado. Por que morrer em conjunto? E se todos nós vivêssemos? | Vem, harmonia do medo, vem, ó terror das estradas, susto na noite, receio de águas poluídas. Muletas do homem só.
Ajudai-nos, |
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Em movimento
Bifurcação - caminhos do trem, Pindamonhangaba, 2007.
Palavras de fim de ano, ações de 2007,
o portal entra em circulação,
do fantasma do Leviatã ao corpo sem fronteiras,
ser nômade....pensamento em movimento.
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Olho Máquina

Câmera de Vigilância no centro de São Paulo
olho
máquina que vê sem olhar
morto olho divino que tudo vê
obsoleto olho humano que tudo entende
olho máquina
simplesmente está
lá
verdades da matéria bruta.
está dentro e fora
luz e sombras
sem distância e
sem tempo
que de tanto ver já não podemos imaginar
alias...nem existimos.
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Impermanência
tudo é impermanência.
pouco fica, tudo é rio.
não sou. Estou!
e todo desejo de ser
é já ruína futura anunciada.
Foto: forno da Usina Projeto Harmonia Catende - PE
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