Magrela Fever: imagem-ação
Alguns anotações sobre a imagem produzida em mídias digitais e uma possível forma de subjetivação a partir da relação/apropriação ativa desses meios tecnológicos:
O sujeito não se coloca mais à distância da imagem, no face a face dramático da representação. O sujeito torna-se a razão plena do ato da figuração: já não se trata simplesmente de uma imagem, mas de uma imagem vista por algo/alguém que é uma espécie de sujeito-máquina.
Assim, a imagem se torna uma interface, pois já não é da ordem da representação de algo existente, mas um meio para o sujeito intervir na produção do real.
Na medida em que a imagem se torna um processo e, como tal, entrou em ligação estreita com a atividade do corpo, ela já não pode estar restrita ao nível da aparência de superfície, mas deve se estender ao processo inteiro através do qual a informação pode ser percebida por meio da expêriencia nela corporificada.
FagoCitações: Arlindo Machado (O Sujeito na Tela) citando > Lev Manovich > Mark Hansen
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